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domingo, 21 de novembro de 2010
Fiiiiiu
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Escrito por Camila às 12:17 1 comentários
Marcadores: charada
Comparações descabidas
"Preferi o livro". Quem tem mais de doze anos de idade e faz esse tipo de comentário ao final de um filme muito provavelmente olha os girassóis de Van Gogh e diz que prefere os reais. Acha o olho humano muito mais vivo que o planetário de Calatrava. Diz que um sapo é mais bonito que uma geladeira e por aí vai...
Cinema é diferente de literatura, que é diferente de dança, que é diferente de música, que é diferente de artes plásticas. Um filme totalmente fiel a um livro é quase impossível e, se concretizado, provavelmente seria tão monótono quanto observar uma varejeira rondando bananas.
Comparações devem ser feitas de igual para igual. É possível criticar a adaptação, mas dizer que uma coisa é melhor que a outra, é de-más!
No mais, ninguém devia levar a sério qualquer coisa que eu diga, uma vez que tenho 20 anos e só escrevi esse texto por gostar tanto dos filmes quanto dos livros de Harry Potter. Só que esse último eu ainda tô pra assistir. E estou receosa pelo fato de a história ter sido dividida em duas partes. O livro já é meio enrolão em alguns momentos, imagine isso refletido na tela do cinema. Xiiii...
Escrito por Camila às 11:49 2 comentários
Marcadores: calatrava, cinema, comparação, harry potter, literatura, van gogh
sábado, 20 de novembro de 2010
Frustração
Acordou às seis para ir ao trabalho. Como sempre fazia, vestiu seu macacão bege, entrou no carro e ligou o rádio. O locutor entrevistava um político importante da região. Mudou de estação. O noticiário anunciava uma enchente numa grande cidade. Mudou de estação. Uma voz feminina dava a previsão do tempo para todo o país. Mudou de estação. Dois especialistas discutiam economia fervorosamente. Desligou o rádio. Todo dia era a mesma coisa, em todas as estações as pessoas simplesmente falavam e falavam, e aquele homem sentia falta de alguma coisa, mas não sabia de quê. Decidiu ir prestando atenção na paisagem.
Morreu de tédio.
Todas as construções em seu caminho eram iguais. Casas geminadas de porta e janela de madeira, paredes pintadas de branco e telha colonial na cobertura de duas águas. Quando não eram essas casas, havia prédios de 4 ou 6 andares, quadradinhos, sobre pilotis, com platibanda e também de cor branca. E havia os galpões cinza de telha de fibrocimento de pilares e vigas de concreto, onde as pessoas trabalhavam.Uma árvore ou outra aparecia solta no meio do trajeto. O homem vislumbrou que algo poderia ser diferente naquele caminho, mas não sabia como.
Chegou ao seu galpão de trabalho. Sentou em frente ao seu computador e começou a preencher as planilhas que deveria entregar ao final do dia. Perdido nos números e cálculos, algo lhe tira a concentração. Por que aquela mulher que serve o café sempre faz isso com ele? Hoje ele mal conseguia se conter quando ela veio se aproximando mais linda do que em todos os dias em que a havia visto. Queria dizer algo para ela, algo que fosse condizente com o que ele sentia. Pegou um papel e uma caneta. Mas nada saiu. Ele tinha certeza de que havia algo que poderia ser escrito, porém o papel continuou em branco. Ela serviu o café e ele apenas sorriu um sorriso amarelo cheio de frustração.
Ao fim do expediente, amargurado com alguma coisa que ele não sabia o quê, decidiu ir ao bar. Pediu a cachaça mais forte e bebeu sozinho, pensando na imagem daquela mulher. Pensou que queria registrá-la de alguma maneira que não fosse apenas em seu pensamento. Mas não havia fotografia e nunca se ouviu falar em pintura ou escultura. Queria chamá-la pra um primeiro encontro, mas não existia cinema ou uma peça de teatro em cartaz. Queria expressar todo seu sentimento de alguma maneira, mas não havia música ou literatura. Queria se mover junto a ela, mas não havia dança. E de repente, naquele bar sem música e naquela cidade sem arquitetura, a inquietude começou a tomar conta do corpo do homem, se espalhando por todos os lados até que ele, literalmente, explodiu. Seus pedacinhos voaram por todos os lados. E eu diria que ele teve muita sorte, pois deveria ser um castigo viver nesse mundo em que ninguém pode se expressar de maneiras diferentes. Esse homem não sabia, mas lá no fundo ele era apenas um artista frustrado que, vejam quão paradoxal, jamais conheceu a arte.
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O texto não justificado dá menos preguiça de ler?
Escrito por Camila às 14:41 1 comentários
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Limites
Escrito por Camila às 19:57 2 comentários
Marcadores: fronteiras, patriotismo
A dor e a delícia

Escrito por Camila às 15:29 3 comentários
Marcadores: comportamento, rótulos
Perfeccionista
Escrito por Camila às 14:38 0 comentários
Marcadores: chato
terça-feira, 9 de novembro de 2010
E cada dia a mais
É um dia a menos.
Só quero um dia ameno.
Escrito por Camila às 19:48 0 comentários
Marcadores: versinho
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Fugere urbem
Quem deixa o trato pastoril amado
Pela ingrata, civil correspondência
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz não tem provado
(Cláudio Manuel da Costa)
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Chega de século XIX e reformas urbanas, professora. Ramo pru siridó!
Escrito por Camila às 19:23 0 comentários
Marcadores: aiquetorturaeloucurismo
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Frase e ponto.
Escrito por Camila às 18:08 0 comentários
Marcadores: ai