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segunda-feira, 5 de março de 2012

EREA SANTOS

Pra compreender melhor a temática do encontro, fui pedir ajuda ao pai-dos-burros. E qual a minha surpresa quando vejo a seguinte definição:

CAOS s.a. efeito gerado pelo ato de caosar.


Caosar? Que djabéiss? Me vi obrigada a pesquisar o significado desse verbo novo.


CAOSAR [do latim cao, cachorro doido + sar, agir como] v.t.d. 1. Cursar arquitetura e urbanismo em qualquer faculdade do país e deixar o trabalho pra última hora; 2. Participar como apoio ou diretor em um EREA (utiliza-se o verbo caosarmuito no caso de o sujeito ser comorg); 3. Encarar os gestores da sua cidade agindo like a boss em discussões sobre o plano diretor; 4. Dormir menos de 5 horas por uma semana seguida.

Vixe! Isso define minha vida. Segundo meu amigo Aurélio, me parece que já andei fazendo uso de todas as definições do verbo acima, exceto a 2. Nããão... agora quero sentir esse caos por completo! Dá pra me dar uma força, comorg? Lavo, passo, cozinho, dou mortal pra trás e como caranguejo! =]

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

De Mercedes

Ontem eu decidi parar de andar de carro. Não assim, deixar de andar de carro pra sempre... mas evitar sair sozinha no carro, contribuindo para aumentar o trânsito cada vez mais infernal dessa cidade. Além disso, nada melhor que um pesquisador que extrapola suas leituras e vai a campo. Pesquisar sobre a cidade e não vivê-la tira toda a credibilidade de um estudo. E a magia da coisa também :]

Pois bem, está aí lançado o desafio pra mim. Ou vou de carona, ou levo passageiros de carona, ou vou de ônibus, ou de bicicleta, ou a pé. Não vai ser fácil, tendo em vista que a gente sempre teve a facilidade do carro na família. Hoje mesmo saí decidida. Minha mãe perguntou se eu não queria que ela fosse me deixar na universidade. “Não”. Saí. E olhe que estava chovendo. Primeira tentação vencida.

Ao virar a esquina do meu quarteirão, qual a minha surpresa quando vejo o 66 já saindo, cruzando a Potiguares. Ótimo! Mais meia hora de espera, no mínimo. O ônibus chegou depois de 40 minutos. Dependendo do trânsito, eu poderia ter ido e voltado duas vezes da UFRN de carro. E é isso que acontece. Assim que as pessoas se estabelecem financeiramente e vêem a possibilidade de financiar um carro, migram do transporte público para o particular. Se eu tivesse contado o que fiz pra qualquer um ali no ônibus, teriam me chamado de louca. Ninguém está ali por ideologia: quem anda na precariedade do nosso transporte público, o faz por pura necessidade. Não os culpo. Tive vontade de voltar pra casa correndo e pedir o carro várias vezes.

Apesar de tudo, apesar de a rota ser mais demorada, apesar de ir em pé muitas vezes, eu adoro andar de ônibus. Quando ele não vem lotado, é uma delícia ir olhando as paisagens, e ouvir histórias, e observar pessoas. Hoje mesmo  tinha cada tipo! Um senhor pelos seus 40 anos, arrumado e de pasta na mão, reclamava do trânsito da Prudente que o atrasaria para o trabalho, embora isso não o incomodasse tanto, pois há anos trabalhava pro Estado e podia fazer seu horário. Havia um senhor, pelos 60, branquinho de olhos claros, calça comprida, camisa de botão, boina azul e chinelo de couro, que levava um monte de algodão doce pra vender - me senti num filme antigo! Só na descida vi que me enganava: quem levava o doce era um tatuado sentado bem ao seu lado. Logo que sentei, me veio um cheiro forte de cachaça: um bêbado dormia logo atrás de mim, apoiado no encosto da cadeira em que eu sentava. Me imaginei chegando na universidade melada de vômito e mudei de assento. Agora, atrás de mim, uma moça cantava baixinho. Na frente, um rapazinho com pinta de skatista segurava vários porta-chapéus e escutava um rap-comunidade.

Ao descer, ainda fui namorando todas as flores que brotaram com a chuva, em especial os montes de chananas – minhas preferidas! – que tomaram conta da cidade. E você, caro amigo que saiu de carro, observou o quê?

“Bonito na teoria, né, Camila? Mas, além de toda a precariedade do transporte, há ainda a insegurança. Andar de ônibus ao anoitecer, por exemplo, é perigosíssimo.” - dirá o senso comum. Certo, mas você sabe o porquê do perigo? É porque na sua rua não tem um buteco (com “U“ mesmo, que é pra ficar mais característico). Mas isso já é outro desvario, que merece outro texto só pra ele. Aqui, em breve.



sábado, 10 de dezembro de 2011

Mas quêêêê???

Tenho errado tudo igual. Avante, avante, ma vie. Sem tum-tum-tum não engata.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Per favore

Não me estraguem o urbanismo. Obrigadjenha.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Então

Não façamos mais piadas com loiras nem com portugueses como burros. Com pessoas com deficiência, nem pensar! Negros, paraíbas, morte: assunto proibido. Vamos fazer humor azul bebê enfeitado com lacinho cor de rosa.

E vivamos num mundo sem graça.

Palmas para quem não consegue abstrair, vendo preconceito em tudo. Viva o falso moralismo e a baixa-estima! Fim.

Duas coisas importantes

A primeira informação veio pra me deixar ainda mais perdida: cor em espanhol é palavra do gênero masculino - "el color".

A segunda é: pare com isso se nunca gostou desse tipo de coisa. Não é legítimo. Nem com harpas :)

BOM DIA!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Me gusta

Ah, sim. É o que me encanta. Tudo aquilo que me tira do lugar. O que me faz sair da rotina massante. Sabe aquele peso de se estar em um lugar apenas para marcar presença? Aquele conversa apenas pra fazer social? Eu quero tudo isso fora da minha vida desde já. Não importa que me faça corar, apenas me pergunte qualquer coisa para a qual eu não tenha resposta ensaiada. Quero perguntas imprevisíveis todos os dias. E conversas diferentes. Por que tão pragmáticos? Por que sempre pensando em como farei dinheiro, onde viverei, qual o próximo passo pra virar mais uma little box? Apenas reproduzindo, quando na verdade deveríamos estar produzindo. E com vontade. Apenas fragmentando, colocando a câmera fotográfica no modo super macro e esquecendo da grandeza do universo. Como é grande. Diante dele, me conformo em ser pequena; mas medíocre, jamais.


De repente, vejo que tenho tudo. Só me falta o principal. Mas se retorno à escrita assim, com vontade, prevejo fumaça. Muita!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pois é

Eu escrevia mais e melhor. Eu dançava mais e melhor. Eu sorria mais e melhor. Eu sonhava mais e melhor. Só me resta pedir com carinho: não deixe o samba morrer.

sábado, 5 de novembro de 2011

Tô me afastando

de todo mundo que cita Caio Fernando de Abreu, meu bem. Tô me aproximando da sabedoria de Zé da Feira, neném. Tô aproveitanu pra iscrivinhar eradu nesa fraze tambêin. Tô trazendo pra perto de mim toda a poética que da mesa de bar vem. Ultimamente eu só tô querendo que esses textos de auto-ajuda parem de brotar no meu facebooken. Especialmente esse que começa com "tô me afastando", hein?

Abreu pra mim, só o Loco.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Rimando flor com capim

Dentre minhas músicas preferidas. TIPO FEIJÃO COM ARROZ :)

sábado, 29 de outubro de 2011

Nem foi um sorriso

Foi um sinal

Hoje

eu aceitaria o convite pra um intercâmbio na Faixa de Gaza. Mesmo que a passagem fosse só de ida.

A VIDA É UMA GRAÇA. PAPAI DO CÉU, TÁ TIRANDO ONDA POR QUÊ??? Pelo menos, tô rindo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vou confessar que...

... sinto falta das costas. Ou elas que sentem, sei lá.

domingo, 23 de outubro de 2011

DEUS,

é só pra agradecer, amigo. Faz tempo que a gente não conversa. Eu sou teimosa demais. A vida tem que vir e me dar um choque daqueles preu lembrar da sua presença. Tão do meu lado, o tempo todo. Tão pertinho e eu sem dar bola. Mas dessa vez foi sem precisar de aviso. Como é que eles tão por aí? Todo mundo bem? Mande um beijo, diga que sinto saudades demais. Eu queria um cheiro de um e o "ballet!" do outro. Aquele tom de voz meio forte meio gasguito, a calça cinza sem camisa na cadeira de balanço preta... e o riso alto, sonoro, as conversas que não tinham fim... tudo isso faz uma falta danada. Avise que eu tô seguindo o exemplo e que eu tô sendo mais feliz que nunca :) Ou tão feliz quanto antes. Pai do Céu, obrigada por guiar minhas decisões. Agora tudo vai se endireitando aos pouquinhos. E obrigada por me acompanhar nos horários mais bizarros: duas da manhã, quatro da manhã, meia noite. Obrigada pela minha saúde e de toda minha família. Todo mundo corado. Obrigada por tudo o que veio. E pelo que ainda virá. Amém :)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vinteum

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

Vinícius, Rio, 42.
[Só por hoje, faz de conta que ele fez pra mim] ~

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Enquanto chove

Enquanto a chuva vai caindo forte nesse início de dia, eu fico pensando se não é hora de mudar o compasso da dança - um pra lá e um pra cá. Porque, sabe, é assim que a gente começa a aprender a dançar. Depois avança pro dois pra lá e dois pra cá. Mas quando não é possível, quando não se tem sincronia, a gente regressa. Vira quadrilha, é hora do sangê. 

[e assim meu bom dia vai virando a outra expressão que a gente usa quando tá escuro]

domingo, 28 de agosto de 2011

Centoeoitentagraus

Girou assim.

domingo, 21 de agosto de 2011

Do mínguo

Nesse dia é assim, tudo em falta. A coragem se esconde no fundo do armário e de lá só sai se um alarme de incêndio for disparado (e olhe lá). Que nem lua minguante, tudo fica tão pela metade. E até a vontade de terminar o tex...






quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quinta-feira ao léu.

"E vou mais longe. O inútil tem sua forma particular de utilidade. É a pausa, o descanso, o refrigério do desmedido afã de racionalizar todos os atos da nossa vida (e a do próximo) sob o critério exclusivo de eficiência, produtividade, rentabilidade e tal e coisa. Tão compensatória é essa pausa que o inútil acaba por se tornar da maior utilidade, exagero que não hesito em combater, como nocivo ao equilíbrio moral. Não devemos cultivar o ócio ou a frivolidade como valores utilitários de contrapeso, mas pelo simples e puro prazer de fruí-los também como expressões de vida." Carlos Drummond de Andrade, O Frívolo Cronista.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

pour toujours

como eternizar?